quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Do seu Ponto de Vista...


Livre arbítrio: a escolha entre felicidade e tristeza está em você


* Editoria: Cultura
Texto
Publicado no Jornal Dia@Dia em Outubro/2009.




Para você leitor, o copo está metade cheio ou metade vazio?

Esta é uma típica pergunta que constam das entrevistas de emprego. Aquelas usadas para fazer uma análise psicológica do candidato. Embora pareça simples não é muito fácil de responder.

Isoladamente, as duas respostas são possíveis e plenamente aceitáveis, porém, dependendo da escolha o cidadão será visto como otimista ou pessimista.

Este é apenas um exemplo simples para ilustrar uma verdade absoluta em nossas vidas: Tudo depende do ponto de vista.

Temos sempre os dois lados em tudo que fizermos. Fica a nosso critério escolher, se preferimos o positivo ou negativo.

Podemos lamentar uma visita que faltou ou celebrar a companhia dos amigos presentes; Aborrecer-se pela chuva no fim de semana ou curtir a família saboreando café preto e bolinho de chuva; enfurecer-se por estar sem internet ou buscar um bate-papo real pessoalmente com um amigo.

Enfim, este é o preço do nosso livre arbítrio. Temos a liberdade de escolha, mas a cada opção tomada, levamos também suas conseqüências. Por isso, não devemos gastar nosso tempo com lamentações. Podemos aproveitar cada momento da melhor maneira, buscando ver as pessoas e as situações através de seu melhor perfil.

É um esforço válido, e que no final das contas será recompensado. Pois como dizia Dom Bosco, o santo padroeiro dos jovens: “a caminhada não será fácil, mas valerá a pena!” – só depende do seu ponto de vista.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Otimistas x Pessimistas


No futebol, assim como na vida, a alegria de uns é a tristeza de outros.



* Editoria: Esportes
Texto Publicado em Setembro/2009.



Otimistas e pessimistas enfim concordaram este fim de semana: o Campeonato Brasileiro está definido. Obviamente, embora de acordo com isso, as circunstâncias e motivos são bem distintos.


Os otimistas, é claro, estão falando do Palmeiras. Aquele time que já era rotulado como time econômico, que joga feio e jamais venceu por mais de dois gols de diferença na “era Muricy”, deu um verdadeiro show no quintal da casa do rei Pelé. Atropelou o Santos por 3x1, e de virada. E como a torcida gosta de frisar, de virada é mais gostoso!


Do outro lado da euforia (e da tabela) estão os pessimistas. Bom, talvez nem seja preciso tanto, os realistas também estão no mesmo barco. O barco furado do Fluminense que foi afundado de vez por dois torpedos do Imperador, diante de um Maracanã lotado.

Isolados nas duas pontas da tabela, ambos caminham à passos largos, cada um rumo ao seu destino: ao título e ao rebaixamento. Para os matemáticos e torcedores, o segundo destino é muito mais provável, já que correr ladeira abaixo é muito mais fácil do que a escalada até o topo do certame.

Quando o assunto é futebol, o certo mesmo é que há muito mais semelhanças que diferenças entre os pessimistas e otimistas. Ambos são torcedores assíduos, festejam, sofrem com a campanha de seus times. Aliás, só na série A temos 40 deles. Um par para cada time.

E faltando ainda dez rodadas para o fim, muita torcida, previsões e lágrimas (de tristeza e alegria) ainda vão rolar. Em dezembro a gente confere, afinal, no futebol assim como na vida, a tristeza de uns é a alegria do outros.

É... há muitas semelhanças. Nada como um campeonato após o outro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Teus Olhos

Depois de algumas críticas favoráveis tanto pelo jornal quanto pelo Blog, resolvi voltar a publicar poesias de minha autoria.

Geralmente escritas sem nunca imaginar publicá-las, mas que agora passo a compartilhar com você, leitor.

Afinal, este é o Blog On The Road... viajando na estrada do pensamento...

Enjoy!

[ ]'s
Eddy



Teus Olhos


Impossível descrever
É tudo tão envolvente;
Parece mágica, difícil acreditar
Você se encaixa em mim perfeitamente.

Faz tempo que te conheço
Mas somente agora, entre meus dedos
Percebo como não tem preço
Descobrir pouco a pouco seus segredos.

No amor,
as coisas não acontecem da noite para o dia,
na alegria e na dor
é que se diferem a paixão ardente de sua magia.

Mágicos são seus olhos
De cores magníficas e olhar resplandecente,
Cada vez que olho para eles, fico louco
Me apaixono novamente.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A estrela que falta

Em um time de futebol não é a estrela estampada na camisa que faz a diferença em campo


*Texto Publicado no Jornal Dia@Dia em Setembro de 2009.


Neste fim de semana, depois da “rodada verde” na qual o Palmeiras se isolou na liderança do Brasileirão, estava conversando com um amigo sobre os escudos dos principais clubes de São Paulo. Sem entrar no mérito sobre qual seria mais bonito ou coisas do gênero, preferimos nos atentar a detalhes que às vezes passam despercebidos.


Aquela bola no símbolo do Santos, por exemplo, está longe de parecer uma bola de futebol. Apesar de ser conhecido como o alvinegro da capital, é o vermelho que mais se destaca no escudo do Corinthians. E por fim, ao contrário dos rivais, a camisa do Palmeiras é a única que não ostenta estrelas sobre o escudo do time. E porque será?

Muitos atribuem isso às raízes italianas que o clube carrega que desde os tempos do Palestra Itália. Para se ter uma idéia, lá na terra da bota, para um clube poder ostentar uma estrela na camisa é preciso ter conquistado no mínimo 10 campeonatos italianos ou “scudettos” como é conhecido.

Por isso, Internazionale e Milan, embora times tradicionais e vencedores, apareçam com apenas uma estrela cada, apenas a Juventus que detém 27 títulos possui duas estrelas em seu uniforme.

No Brasil, porém, não é assim que funciona. Não há regulamentação, e cada time pode “inventar” um motivo para lançar uma estrela na camisa, o que de certa forma acaba banalizando algo que deveria ser um orgulho.

Felizmente este não é o único significado atribuído às estrelas por aqui. Quando uma pessoa é muito competente no que faz, tem o respeito dos adversários e, além disso, tem muita sorte, é comum ser rotulado como “um cara de estrela”.

E em um time, não é a estrela bordada no peito que faz a diferença em campo. Muitas vezes essa estrela pode estar do lado de fora, mas bem pertinho dos jogadores, no banco de reservas. E isto o Palmeiras tem: Muricy Ramalho.


Talvez seja esta a estrela que faltava no Parque Antártica.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

U1000D


Ser humilde é bem diferente de ser subserviente


* Texto Publicado no Jornal Dia@Dia em Setembro/2009.


Você é humilde?

O
k, eu sei que é difícil responder sem se despojar de vaidades, status ou o próprio orgulho em ser autêntico. Mas quem disse que ser humilde significa ter baixa auto-estima? Parece que alguns significados se perderam no caminho...

É comum, hoje em dia, ouvir dizer que fulano é uma pessoa humilde. Geralmente, a palavra “humildade” é usada como sinônimo de pobreza. Um eufemismo que embora seja compreensível socialmente, por outro lado acaba distorcendo seu verdadeiro significado.

Humildade vem do latim húmus, que significa “filhos da terra” ou ainda “terra fértil”. Oras, se viemos do solo, estamos todos no mesmo nível, ninguém é mais digno, melhor ou pior que outro, pois acima de tudo, somos todos humanos. E humanos férteis na emoção, nos sentimentos.

Sentimentos que nos tornam ainda mais próximos, a ponto de fazer com que nos coloquemos na pele do outro, sentimos suas dores, vivenciamos suas alegrias.

Mas veja, ser humilde é diferente de ser subserviente! A pessoa subserviente se dobra frente qualquer coisa, já a pessoa humilde, ao contrário, alegra-se, compadece-se, compartilha com o próximo suas emoções. Embora não pareça, há muita, mas muita diferença entre as duas opções.


No outro extremo, qualquer coisa acima disso, se torna arrogância, soberba. Se achar o máximo é como celebrar a beleza ao espelho. Satisfaz a si próprio, mais ninguém, como uma celebração egoísta. No mais, apenas afasta os outros. E aquela pessoa antes tão fértil em amizades, no fim, apodrece, seca, definha. Morre sozinha.

Aliás, a humildade, na verdade, é uma coisa estranha: No momento em que pensamos que a temos, já é tarde. Acabamos de perdê-la.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Lembranças de Um Amor Impossível




*Texto Publicado no Jornal Dia@Dia em Setembro/2009.



Eu me lembro bem,
como se fosse amanhã
O beijo era doce,
suave e quente
Como a brisa leve em uma tarde vã

Sabia muito bem o que fazia
conhecia os limites do meu coração
Mas foi numa madrugada fria
em que eu cai de joelhos
diante da constatação

Uma vez juramos às estrelas:
Assim como elas, nosso amor seria infinito
Esqueci-me porém que,
de tão distantes, não posso tê-las
Este foi meu erro. Juramento maldito.

Perdido em sentimentos,
mal sabia onde estava
Com a cabeça longe,
no peito o coração angustiava.

Tão perto e tão longe
Tão simples mas tão difícil
Marcas de um amor inesgotável
Tão bom, perfeito, divino...
Mas sobretudo, um amor impossível.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O futebol e a mística


O futebol e seus encantos (e muita superstição)


* Texto Publicado no Jornal Dia@Dia em Setembro/2009.


Todo mundo sabe que o futebol é cercado de mística, crenças, folclore e muita, muita história. Para os supersticiosos então, é um banquete!

Há aqueles que se apegam a dados históricos, confrontos diretos e tabus. Outros, fazem questão de usar aquela camisa da sorte.

Desbotada, é verdade, com gola esgarçada e furos nas mangas, mas que em cada jogo importante, lá está ela, firme e forte.

É claro que existem variações de peças/amuleto: pode ser meia, boné, cueca... aí vai do gosto do freguês. Opa, freguês, não! Quando a camisa da sorte entra em campo é vitória na certa, deixa a freguesia para o adversário.

Existem também os religiosos, como esquecer deles? Aliás, como os jogadores se benzem, não é? Chega a ser engraçado reparar nos mais apressados, que fazem um verdadeiro círculo entre a cabeça e o umbigo, tamanha ânsia em completar a “cruz” ao pisar no gramado.

Com os torcedores não é diferente. Com freqüência são vistos imagens de santos e terços nos estádios, sem contar as orações feitas antes da cobrança de um pênalti ou uma falta perigosa.

Deus deve ficar confuso ao receber tantos pedidos em comum no mesmo lance, tanto para a bola entrar como para sair. Tem mesmo que ter uma paciência divina!

Ahh, e tem ainda as mandingas! Ih, mas isso é um caso à parte, não é mesmo? O próprio futebol se encarregou de criar uma máxima para esse tipo de torcida: “se macumba ganhasse jogo, campeonato baiano terminava sempre empatado”.

Bom, por via das dúvidas, continuo levando no bolso meu trevo de quatro folhas.