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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Otimistas x Pessimistas


No futebol, assim como na vida, a alegria de uns é a tristeza de outros.



* Editoria: Esportes
Texto Publicado em Setembro/2009.



Otimistas e pessimistas enfim concordaram este fim de semana: o Campeonato Brasileiro está definido. Obviamente, embora de acordo com isso, as circunstâncias e motivos são bem distintos.


Os otimistas, é claro, estão falando do Palmeiras. Aquele time que já era rotulado como time econômico, que joga feio e jamais venceu por mais de dois gols de diferença na “era Muricy”, deu um verdadeiro show no quintal da casa do rei Pelé. Atropelou o Santos por 3x1, e de virada. E como a torcida gosta de frisar, de virada é mais gostoso!


Do outro lado da euforia (e da tabela) estão os pessimistas. Bom, talvez nem seja preciso tanto, os realistas também estão no mesmo barco. O barco furado do Fluminense que foi afundado de vez por dois torpedos do Imperador, diante de um Maracanã lotado.

Isolados nas duas pontas da tabela, ambos caminham à passos largos, cada um rumo ao seu destino: ao título e ao rebaixamento. Para os matemáticos e torcedores, o segundo destino é muito mais provável, já que correr ladeira abaixo é muito mais fácil do que a escalada até o topo do certame.

Quando o assunto é futebol, o certo mesmo é que há muito mais semelhanças que diferenças entre os pessimistas e otimistas. Ambos são torcedores assíduos, festejam, sofrem com a campanha de seus times. Aliás, só na série A temos 40 deles. Um par para cada time.

E faltando ainda dez rodadas para o fim, muita torcida, previsões e lágrimas (de tristeza e alegria) ainda vão rolar. Em dezembro a gente confere, afinal, no futebol assim como na vida, a tristeza de uns é a alegria do outros.

É... há muitas semelhanças. Nada como um campeonato após o outro.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Felicidade Gratuita

"É incrível como procuramos a felicidade tão longe, enquanto ela dorme junto aos nossos pés"



*Texto Publicado em Julho/2009.



Muitas pessoas passam a vida inteira em busca da felicidade. Algumas conseguem, outras apenas vivem, sem se importar como e outras morrem tentando. Qual a diferença? Será que a felicidade plena não existe? Ou somos nós que não sabemos onde procurá-la?


Para tentarmos descobrir vestígios para essas respostas, antes de tudo, precisamos deixar algo bem claro: o que é ser feliz pra você? A partir dessa resposta, é possível trilhar o caminho de suas expectativas até que consiga realizá-la.


Ao contrário do que muita gente pensa, a felicidade plena não é aquela que parece estar distante de nossa realidade. Morar num castelo, ter um helicóptero, um barco, gastar milhões no shopping são apenas extravagâncias que, de fato, podem gerar um prazer e uma alegria momentânea, mas que sozinhas não perduram muito tempo. A felicidade plena, por sua vez, está bem perto da gente e nas coisas mais simples.


Eu costumo chamá-la de “felicidade gratuita”. Como o nome já pressupõe, é aquela que vem de graça, que não exige nada em troca. É aquela explosão de alegria ao reencontrar um amigo, passar pequenos grandes momentos na companhia de uma pessoa querida, num abraço forte, no beijo sincero, na pura gratidão de uma criança. Acredite. Isto não tem preço, embora não custe nada.


É incrível como procuramos a felicidade tão longe enquanto ela dorme junto a nossos pés. No entanto, não é preciso tropeçar e cair para encontrá-la. Basta olhar com mais carinho àqueles que estão a sua volta e colecione sua felicidade gratuita de cada dia. Apenas tome o cuidado para não passar por cima e acabar deixando-as para trás.