quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Are Baba? Ara Seja!


Em um país tão rico culturalmente, a tv insiste em "importar" novas expressões.


*Texto Publicado no Jornal Dia@Dia em Setembro/2009.


Em um país de proporção continental como o Brasil é comum se deparar com gírias e dialetos regionais que nos deixam perdidos em seus significados.


Quantos gaúchos já passaram aperto ao chegar em São Paulo e, na hora de ir à padaria comprar um pãozinho, se deparar com a cara de espanto do padeiro ao pedir à ele um “cacetinho” bem moreninho?

Este é apenas um dos inúmeros exemplos que poderia citar aqui. O problema é que, não satisfeitos com a enorme fartura de gírias regionais os brasileiros ainda se preocupam em “importar” expressões estrangeiras. Um absurdo!

Are Baba! Desafio um leitor que não tenha ouvido um vizinho, parente ou colega soltar uma expressão típica da novela das oito. Pôxa vida, essas palavras indianas já estão quase absorvidas pelo vocabulário popular, tamanho poder de penetração da tv em nossa sociedade.

O mais interessante, porém, é que isto não é novidade. Aliás, bordões, chavões e frases de efeito são constantemente utilizados como ferramentas de memorização instantânea.

Desta forma os personagens da tv ficam vivos na memória dos espectadores, como companheiros no dia a dia e, volta e meia, quase sem querer, estamos lá repetindo (ou remedando, como dizem no interior) a frase de algum personagem. A estratégia é velha, mas funciona. E muito bem.


Uma pena, porém, é ter que buscar lá fora essas gírias e novos termos. Mesmo num país tão rico em expressões populares.

Lembro-me com saudades do tempo em que eu fazia um esforço tremendo para entender quando minha avó me chamava de “moleque ladino”, mandava “campear” algo que estava perdido, ou simplesmente soltava um penoso “ara seja” quando se compadecia de mim.

Mesmo sem saber ao certo cada significado, eu entendia de qualquer forma. Talvez o motivo seja o fato de que tudo isso está implícito em nosso sangue. Não é nada importado. Soa natural.

Mas, se este é o preço da globalização, fazer o quê? “Ara seja”!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Brasil, o Melhor da América!

Um fim de semana histórico para a Seleção Brasileira


* Texto Publicado no Jornal Dia@Dia em Setembro/2009.


Este foi um final de semana histórico para o Brasil. A seleção brasileira se tornou a melhor do continente. Foi um jogo duro, sofrido, mas que só serviu para valorizar ainda mais a vitória verde e amarela.

O jogo foi na casa do adversário, arena lotada, milhares de pessoas empurrando o time. Entretanto, logo no início, o Brasil não se intimida, mostra à que veio e abre vantagem. Seguro na defesa, não dá chances ao time da casa. No ataque, é fatal. E assim, vai para o intervalo com um placar bastante favorável.

Depois da metade da partida, porém, o jogo fica equilibrado. E no embalo da torcida o adversário cresce, chega a encostar no placar. Joga melhor e, por isso, dá pinta de que pode virar um jogo que se tornaria histórico.

Mas este jogo, por si só, já é histórico. Depois do “apagão” o Brasil acorda, volta a dominar a partida, envolve a seleção de Porto Rico e vence de maneira dramática, por apenas um ponto de diferença, no último segundo!

Ah, me desculpe, leitor fã de esporte. Esqueci de mencionar que desta vez não escrevo sobre futebol, e sim, nossa Seleção de Basquete que acaba de vencer a Copa América. Aliás, diga-se, com uma campanha brilhante!

Depois de três anos de fracassos constantes em torneios importantes como mundial e pré-olímpico (que nos tirou dos jogos de Pequim), o Brasil volta a vencer e convencer.

Tal como o fabuloso time de Dunga, a seleção de Moncho Monsalve também era vista com desconfiança pela imprensa e torcida. Numa feliz coincidência, porém, ambas demonstraram no mesmo final de semana do que são capazes:

De jogar bem, fazer história e serem vencedores.

sábado, 5 de setembro de 2009

Café da Manhã, Sol e Música


Quando acordamos o sol já está lá nos esperando amanhecer...


* Texto Publicado
no Jornal Dia@Dia em Setembro/2009.



“Lá vem o sol, tchu ru ru ru”. Assim diz a canção de Lulu Santos. Que beleza, finalmente podemos deixar os casacos de volta no armário e encontrar um céu azul ao levantar. Inspirador, esse clima nos deixa mais preparados para enfrentar os obstáculos do dia a dia. São os primeiros sinais de que a primavera está chegando.


Na verdade, isto parece mais uma cena típica de comerciais de cereais e outros produtos matinais. Quem tem mais de 25 anos deve se lembrar daquela propaganda de margarina que deixou ainda mais famosa essa versão brasileira da música “Here Comes The Sun” dos Beatles.


Uma curiosidade é que a letra e música são de George Harrison. Embora a faixa esteja incluída no álbum Abbey Road, de 1969, John Lennon não participou da gravação da música, pois se recuperava de um acidente de carro.


Agora, deixando Lulu e os Beatles apenas como trilha sonora das próximas manhãs, vamos nos levantar e trabalhar. Pois assim que acordamos, tanto o sol como nossas obrigações já estão lá, nos esperando, mesmo que nossos olhos ainda não estejam totalmente abertos.


São apenas dois motivos para estarmos vivos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Onze Homens e um Funeral


Para especialistas, o Fluminense já está virtualmente rebaixado para a Série B



* Texto Publicado no Jornal Dia@Dia em Setembro/2009



Quando tudo parece perdido, tenha calma. Ainda pode piorar!


Pode até parecer piada e de fato seria, se esta não fosse a dura realidade do torcedor do Fluminense. Um clube tradicional do futebol brasileiro, repleto de conquistas e que atualmente volta a viver um enorme pesadelo: a sombra do rebaixamento.


O time está quase morto, entregue. Os próprios jogadores não tem mais forças para dar satisfações e entregar um pouco de esperança à torcida. Estão quase jogando a toalha. Mas o mais estranho disso tudo é a sensação de já ter visto esse filme antes.


Não é por falta de aviso. Ano passado o Tricolor Carioca já havia passado por situação semelhante. Foi do céu ao inferno em questão de meses.


Chegou a final da Copa Libertadores da América, como franco favorito ao título, depois de eliminar São Paulo e Boca Juniors. O adversário? A modesta equipe da LDU do Equador.


A esta altura, o então técnico Renato Gaúcho (que voltou a treinar a equipe este ano) confiante, dizia que iria apenas passear no Campeonato Brasileiro, pois estava a poucos passos de conquistar a Libertadores e, desta forma, a classificação automática para o ano seguinte.


Entretanto, o resultado todo mundo sabe. Perdeu o jogo, o título e o cargo. De quebra, o Flu só escapou do rebaixamento por muito, muuito pouco.


O pior de tudo isso, é que parece que ninguém aprendeu nada com a péssima campanha do ano passado. E com um agravante: este ano não teve Libertadores ou até mesmo Sul-Americana para justificar o baixíssimo rendimento no primeiro turno do Brasileirão.


Ainda assim, time das laranjeiras conseguiu a proeza de se isolar na lanterna do campeonato com 16 pontos, oito a menos que o primeiro da zona do rebaixamento. Na última rodada, mais uma derrota. Mais uma pá de terra sobre o combalido time carioca.


Para especialistas, o Fluminense Football Club já está virtualmente rebaixado, literalmente à espera de um milagre.


Se tudo continuar como está, só Deus mesmo para salvar, pois, se depender de Roni, Fred, Renato Gaúcho e cia, já podem chamar o vigário para encomendar o corpo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Curto e Grosso


Seja curto e grosso. Claro e breve. Rápido e prático. Sempre


*Texto Publicado em Agosto/2009


Antes de tudo, já aviso que a malícia está nos olhos de quem vê. Calma, isto foi apenas para garantir que eu não seria mal interpretado. Achei no mínimo prudente da minha parte avisar. O título é dúbio, mas nesse caso, foi proposital.


Minha mãe já me alertava quando pequeno para tentar ser o mais claro possível nas palavras. Evitar ao máximo qualquer tipo de sentença que colocasse em risco o perfeito entendimento daquilo que se diz.


Curiosamente, hoje escrevo para um jornal e, por conta disso, não posso deixar nenhuma dúvida naquilo que escrevo. São em momentos como este que descobrimos como a sabedoria popular é eficiente.


Por outro lado, isto não se aplica apenas para quem escreve em jornais. A boa comunicação deve estar em todo lugar, seja no papo entre pais e filhos, numa palestra ou num papo descontraído entre amigos.


Tudo para o bem do entendimento, sem meias palavras ou palavras inteiras com vários significados.


Como nos faroestes, seja sempre rápido, prático e objetivo. São as dicas para escrever ou falar bem e ser compreendido. Curto e grosso.


Ou melhor, breve e claro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

He is Back


Ele correu, venceu e mereceu. Voltou a ser o Rubens Barrichello do Brasil



* Texto Publicado em Agosto/2009.


Ele não é líder de campeonato, nunca foi unanimidade. Na verdade, historicamente sempre foi motivo de piada. Esta é apenas a décima vitória na carreira, sendo que a última ocorreu há 4 anos. Agora ele voltou e promete correr muito, literalmente, para ganhar o título.


Não, desta vez meu texto não se refere a nenhum time de futebol, mas sim, a um atleta que deve ser um dos mais injustiçados do Brasil, o piloto Rubens Barrichello.


Ele que até ano passado era considerado como “piloto em fim de carreira”, chegou a ficar sem equipe para disputar o campeonato de 2009 da Formula 1. Conseguiu uma vaga na então recém criada Brawn GP, que surgiu do espólio da antiga Honda, praticamente aos 45 do segundo tempo.


No início da temporada, mesmo com a equipe sustentando oficialmente que não havia primeiro ou segundo piloto, Barrichello seguia à margem de seu companheiro Jenson Button, tanto nos treinos quanto nas corridas.


Chegou a reclamar publicamente de eventuais favorecimentos ao piloto inglês, coincidentemente ou não, depois de vários erros da equipe que prejudicaram seu desempenho.


Neste domingo, porém, deu a volta por cima. Parece que tudo finalmente conspirou à seu favor. O carro bem acertado, o companheiro de equipe sem aquele bom rendimento de outrora e até um erro incrível da McLaren desenharam aquele que seria o retrato de um domingo vencedor.


Seja nas palavras do chefe de equipe, Ross Brawn sobre sua corrida “absolutamente fantástica” ou então na mensagem do amigo e também piloto Felipe Massa, Rubinho fez “uma baita corrida”.


Faltando ainda seis GPs e 18 pontos o separando da liderança, há ainda muitos kilometros a percorrer.Esperamos outros domingos de sorte e vencedores com esse.


Porque, acima de tudo, desta vez Rubinho correu, venceu e mereceu. Ele voltou a ser Rubens Barrichello do Brasil.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Acerte na Mosca!


Busque, Lute, corra atrás de seus objetivos. Não tenha dúvidas que valerá a pena.


* Texto publicado em Agosto/
2009

Persistente leitor, perseverante leitora. Talvez alguém já tenha te chamado de teimoso, teimosa, ou qualquer outra coisa do gênero. Mas o fato é que, quando se estabelece um objetivo e você faz de tudo para alcançá-lo, nem sempre você o faz por teimosia, mas sim por outro motivo: obstinação.


E isso é bom! Ao contrário do que muitos pensam, ser obstinado não significa ser um “caxias” que faz de tudo a todo custo, passando por cima de tudo e de todos para alcançar seus objetivos. Significa ter fé em suas crenças e na sua capacidade de fazer acontecer, ser persistente... perseverante. Aliás, só quem já saboreou a doçura de uma meta alcançada sabe como é bom ter a convicção de que venceu.


Isto serve para tudo: nos estudos, no trabalho, na vida pessoal ou até mesmo aquele antigo sonho de adolescência. Aquele mesmo que parecia tão distante naquela época, hoje, sem percebermos, torna-se tão palpável, magnífico, real.


É uma vitória ímpar, como se fosse uma copa do mundo particular, um Oscar da luta diária pelas conquistas pessoais, algo que nem mesmo o dinheiro pode comprar.


Chama-se satisfação plena, missão cumprida, felicidade pura.


Se você já se sentiu assim, parabéns. Vamos partir para a próxima meta. Se ainda não, é porque a perseverança e a paciência são dons que requerem muita prática.


Portanto, vamos praticá-la!