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sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Minha Trilha Sonora

 "Não importa o seu estilo: todos nós podemos ser traduzidos em forma de música"


*Editoria: Comportamento/Cultura
Publicado no Jornal Dia@Dia
Abril/2010


A música é, sem dúvidas, uma das maiores invenções do homem. 

Ela distrai, acalma, conforta, alegra, diverte e também nos leva à reflexão.

Ela pode nos alertar para um problema social, falar sobre o meio ambiente, contar histórias, falar de amor mas, sobretudo, tem o poder de marcar a vida das pessoas.

Reparou que nossa vida, assim como nas novelas, também tem uma trilha sonora?

Quando você ouve aquela música antiga, logo vem à mente lembranças de uma época:

Infância, adolescência, enfim. Momentos que estavam adormecidos em nossa memória e que foram despertados por uma canção que nos marcou de alguma forma.

Existem também as músicas que nos fazem lembrar de pessoas. 

Aquela que seu pai, sua mãe, seu irmão ou irmã gostava tanto de ouvir. Ou então aquele amigo que ouvia em seu walkman uma fita repetindo a mesma música dos dois lados! (se você também é do tempo das fitas K-7, bem-vindo ao clube!)

Mas nem é preciso voltar tanto tempo assim. A todo momento estamos construindo nossa trilha sonora.

Uma canção que não sai da sua cabeça hoje, pode ser a referência desta época para o resto da sua vida. 

Não é por acaso que existam músicas específicas para cada momento de nossa vida: aquela para quando estamos revoltados, quando estamos felizes, aquela que nos faz esquecer de tudo e aquela que nos faz lembrar de algo bom ou de uma pessoa especial.

Não importa o seu estilo. Do sertanejo, ao heavy metal, todos nós podemos ser traduzidos em forma de música.

Alguns conhecem de cor sua playlist. Alguns têm sua lista mais extensa, outros nem tanto.
Mas em todos os casos o que não falta é emoção.

E você? Qual é a sua música preferida? Qual é a sua trilha sonora?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Renato Russo: Um Visionário

Renato Russo foi um gênio que soube codificar críticas políticas em sua música


*Editoria: Cultura
Texto Publicado no Jornal Dia@Dia em Outubro/2009.

Renato Russo, além de grande compositor e vocalista de uma das mais importantes bandas da história do rock brasileiro era também um visionário!


Ouvindo a discografia da Legião Urbana é possível perceber como aquelas letras rabiscadas em meados da década de 80, início de 90 ainda são extremamente atuais. Algumas parecem ter sido tiradas das manchetes dos jornais.


Desde Faroeste Caboclo um verdadeiro protesto político em forma de música (lançada em plena ditadura) narra uma história que não é muito diferente dos dias atuais.


Jovens que fogem do sertão em busca de dinheiro na cidade grande, mas que, quando chegam à selva de pedra, acabam se perdendo no mundo das drogas e, por fim, a própria vida.


Mais do Mesmo? O próprio título é auto-explicativo. Conta mais historias sobre os mesmos problemas vividos pela população brasileira, desde aqueles tempos até hoje.


Jovens, brancos, sobem o morro das favelas em busca de diversão e drogas. Ou então, o que poderia ser interpretado como sociólogos a serviço do governo e ONGs que pensam que conseguem maquiar a realidade do país com trabalhos superficiais e bastante limitados. “Querem um retrato do país? Mas queimaram o filme...”


Aliás, se dissesse que esta mesma letra tivesse sido escrita por Nostradamus, certamente diriam que foi uma profecia: “em vez de luz, tem tiroteio no fim do túnel”. Certamente o leitor deve ter se lembrado das freqüentes trocas de tiros na boca do túnel Santa Bárbara no Rio de Janeiro.


Mais tarde, lança Perfeição. Uma letra forte, complexa, acompanhada de arranjos marcantes de guitarra, soa como um grito de socorro, puro rock n’ roll.


Despido da influência do samba, do futebol e dos sorrisos superficiais que anestesiam a população, Renato Russo escancara a dura realidade do país. Ironiza a eterna celebração de um povo que vive em festa mesmo com tantos problemas. Viajando em um paradoxo musical a canção celebra a estupidez humana, inclusive a do próprio compositor, mas também aponta um final feliz, o que seria a salvação.


Renato Russo foi um gênio que soube criptografar mensagens e críticas políticas em sua música, de modo a fugir da censura aplicada na época. Seu trabalho foi tão bem sucedido em sua complexidade e plenitude que ainda hoje tentamos decifrar seus pensamentos de vanguarda.


Afinal, como ele mesmo profetizou:
o mundo anda tão complicado!


sábado, 5 de setembro de 2009

Café da Manhã, Sol e Música


Quando acordamos o sol já está lá nos esperando amanhecer...


* Texto Publicado
no Jornal Dia@Dia em Setembro/2009.



“Lá vem o sol, tchu ru ru ru”. Assim diz a canção de Lulu Santos. Que beleza, finalmente podemos deixar os casacos de volta no armário e encontrar um céu azul ao levantar. Inspirador, esse clima nos deixa mais preparados para enfrentar os obstáculos do dia a dia. São os primeiros sinais de que a primavera está chegando.


Na verdade, isto parece mais uma cena típica de comerciais de cereais e outros produtos matinais. Quem tem mais de 25 anos deve se lembrar daquela propaganda de margarina que deixou ainda mais famosa essa versão brasileira da música “Here Comes The Sun” dos Beatles.


Uma curiosidade é que a letra e música são de George Harrison. Embora a faixa esteja incluída no álbum Abbey Road, de 1969, John Lennon não participou da gravação da música, pois se recuperava de um acidente de carro.


Agora, deixando Lulu e os Beatles apenas como trilha sonora das próximas manhãs, vamos nos levantar e trabalhar. Pois assim que acordamos, tanto o sol como nossas obrigações já estão lá, nos esperando, mesmo que nossos olhos ainda não estejam totalmente abertos.


São apenas dois motivos para estarmos vivos.