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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Desconecte-se

"Desconecte-se, liberte-se, respire..." 


*Editoria: Comportamento
Texto Publicado no Jornal Dia@Dia
Abril/2010.


Desacelerar, pisar no freio, dar um tempo, parar e respirar.

No mundo caótico em que vivemos, onde a quantidade é tão grande quanto a velocidade de informações que nos são atiradas a todo o momento, fazer uma pausa para colocar a cabeça no lugar acaba se tornando indispensável.

Nos dias atuais, geralmente já acordamos pensando em como será o fim do dia.

De tão atarefados, muitas vezes nem vemos as horas passarem. Quando nos damos conta, está no fim do dia e já pensamos o que teremos de fazer no dia seguinte.

E assim vamos caminhando, pensando sempre no que fazer “mais tarde” ou amanhã e acabamos deixando de vivenciar o hoje, o agora.

Por isso é que precisamos desacelerar, dar um tempo, respirar e contar até dez. Várias vezes.

De tão acostumados a lidarmos mais com as máquinas do que com pessoas, acabamos por nos equiparamos a elas.

E nos tornamos mecânicos, frios, pragmáticos, sem emoção, sem vida.

É nessa hora que devemos parar um pouco para nos colocarmos no lugar e talvez tentarmos mudar nossas atitudes.

Valorizar mais as coisas simples da vida, mas que são extremamente importantes:

As amizades verdadeiras, a família e as pessoas que temos um forte vínculo afetivo.

Até porque, nem tudo na vida pode ser resumido a códigos, números, gráficos e cifrões. Há certas coisas que não se pode comprar e nem comparar.

Como poder ficar descalço, sem relógio, sem telefones, sem computadores, apenas em contato com a natureza.

E ter a sensação mais pura e simples daquilo que é quase uma proeza nos dias de hoje:

Poder ficar sem fazer nada, senão contemplar sua beleza, sua magnífica beleza.

É preciso desconectar. Deixar o mundo virtual, ao menos por um instante.

Quem sabe assim possamos sentir, ainda que por poucos momentos, o que é viver de verdade.

O mundo pode até já ter sido dominado pelas máquinas, mas você não. Ainda dá tempo.

Desconecte. Liberte-se. Respire.

Sinta-se vivo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Será que Vai Chover?

Parece que a natureza está acompanhando o ritmo frenético da humanidade, vivendo tudo intensamente


*Editoria: Cultura
Texto
Publicado no Jornal Dia@Dia em Outubro/2009.



Puxa vida, como o tempo anda maluco ultimamente, não é?

Quando acordo, vejo um céu encoberto de nuvens. Um ventinho frio torna a manhã ainda mais preguiçosa. A tarde, começa a esquentar, chega até fazer calor.

No fim do dia, porém, chega o vento e com ele, nuvens carregadas, chuva...


Parece que a natureza está acompanhando o ritmo frenético da humanidade, vivendo tudo intensamente, experimentando várias sensações em um curto espaço de tempo.


Aqueles ciclos que antes demorariam anos, meses, agora se passam em semanas, talvez até em poucos dias.


Passamos a amar na velocidade da luz, atropelamos etapas, encerramos os ciclos cedo demais. Pura precipitação.


Na ânsia de fazer tudo bem e rápido às vezes acabamos pecando pela pressa. Há certas coisas que levam tempo, e só ele, o tempo, sabe a hora certa de fazer as coisas acontecerem. E da melhor maneira.


Talvez devêssemos parar de consultar a meteorologia de nossas vidas, tentando prever nossos passos e imaginando como será nosso futuro, se terá sol ou se será chuvoso e apenas viver um dia de cada vez, aproveitando ao máximo, sempre.


Um detalhe interessante é que, equivocadamente, costumamos dizer que fará tempo ruim quando vem chuva, sendo que ao contrário, é a bonança das águas que fertiliza a terra preparando-a para render frutos.


Vamos tomar um banho de chuva, viver intensamente sem medo de arriscar e tentar adivinhar o dia de amanhã.


Aliás, será que vai chover?