quinta-feira, 3 de março de 2011

Reticências...

(...)


É... quem diria que ficaríamos assim.
Dois tagarelas sem palavras,
Um silêncio sem fim.

Nada é tão fácil quanto parece,
Nem tão difícil como pensávamos ser.
O coração sofre e o corpo padece,
Só aumenta, como o frio ao anoitecer.

Ô menina, você não sabe o que fez!
Mexeu comigo de um jeito diferente,
Não deu pra fugir, talvez não queria
Chegou a minha vez.

Como foi bom ficar ao seu lado,
você não tem noção.
Eu conheço esse cara aqui de dentro,
tenho certeza que não foi ilusão.

Longe dos olhos, perto do coração.
Constante na memória, nos sonhos;
A luta entre a razão e a emoção.

Talvez seja melhor assim,
guardar pra sempre na lembrança
todas as alegrias dessa história sem fim.

Reticências... sem ponto final, nem um pontinho.
É isso que queremos. 
Se querer não é poder,
É, pelo menos, metade do caminho. 



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Acho que já vi esse filme...

 Déjà vu


O ano é 2011, mas parece que voltei a viver o início do ano de 2010.

É tudo sempre igual: as pessoas saem de férias, as escolas param, não tem futebol na tv, os programas esportivos ficam chatos, os reallities Shows são piores ainda...

Só que mais coisas se repetiram e, acredite, são muito piores do que assistir a mais uma edição do BBB: as chuvas, as enchentes, as tragédias. 

No Rio de Janeiro, novos desmoronamentos, mortes, desaparecidos. Em São Paulo, enchentes, caos no trânsito, muitos desabrigados, prejuízos incontáveis.

Mas não é preciso ir muito longe. Vou me limitar a falar sobre a minha cidade, Atibaia, a cerca de 70km de São Paulo capital.

Tal como em 2010, o ano novo começou com o pé esquerdo (para não dizer com o pé na lama) para muita gente.

Chuva, muita chuva. Falta de saneamento básico, ausência de ações preventivas contra enchentes, tudo isso só poderia resultar em graves problemas para a população. 

O resultado dessa equação é simples: chuva + descaso das autoridades = tragédias
O mais revoltante de tudo isso é que, ao que parece, as autoridades ainda não aprenderam com os erros do passado. É de conhecimento público que os primeiros meses do ano são de alto nível pluviométrico e que, caso não se tomem medidas preventivas contra enchentes, os prejuízos serão certos.

Porém, não obstante, novamente, os mesmos (e graves) problemas se repetiram. E mais vidas que se foram...

E o que é pior. Muitas pessoas que sofreram com as enchentes do ano passado, depois de muita luta, esforço e trabalho para reconstruirem suas vidas, eles se vêem novamente com um único bem: a vida. Isto é, aqueles que por Deus, por sorte, ou por ambos, conseguiram sobreviver.

Como se fosse uma tradição ter sua casa invadida por uma enxurrada lamacenta malcheirosa...  

E a culpa é de quem? Isso também se repete. O dircurso do jogo de empurra-empurra é mais conhecido do que marchinha de carnaval. O prefeito culpa o governo do estado, que, por sua vez, reclama da falta de verba do governo federal. Aí, quando não se tem mais para quem empurrar, dizem que a culpa é da... chuva(!!!). A culpa é da natureza.

Ninguém admite. Nem mesmo aqueles que invadiram áreas de risco, de várzea, que em outras épocas eram pastos e hoje são grandes áreas asfaltadas ou de concreto.

A culpa é de todos. É o nosso planeta pedindo socorro. Ou tentando retomar o que tiramos dele. É a reação contra uma ação. É inevitável.

A história ensina que o planeta já provocou a extinção de gerações para reestabelecer o equilíbrio da natureza. Foi assim com os dinossauros, segundo os cientistas. Foi assim no dilúvio, segundo a bíblia. Até nisso ambas as correntes concordam. E veja que isso nunca foi tão simples acontecer.

É, parece que já vi esse filme...

E acho que não gostei do final.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

NASCEU!!!!

Gente... eu juro que tentei.
Mas as palavras não saíram, não saem...
Acabei desistindo.
Tudo que sou capaz de fazer é contemplar esses olhinhos lindos...
Aqueles que, no instante que deixou o ventre materno, olhou para mim!
Fiquei sem ação... sem palavras... só contemplação.

Hoje nasceu a minha filha Beatriz!
Medindo 46cm e pesando 2,890Kg, ela conseguiu me desarmar por completo!
Estava reservando a noite de hoje para escrever algo muito bonito em homenagem à sua chegada... mas fui vencido!
Não fui capaz de escrever nada, tamanha admiração naquele belo rostinho, pele lisa e um cheirinho inesquecível.
Tudo que consigo dizer é: 

Seja bem-vinda, minha filha. Minha princesa. Meu amor.

Papai te ama muito!

E obrigado Deus, por me confiar tamanha dádiva!


Que seja abençoada, minha filha muito amada!

Quem sabe um dia eu consiga a proeza de escrever algo tão belo quanto você! Enquanto isso, sigo te contemplando...



BEATRIZ significa "Aquela que traz felicidade". Que assim seja!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tudo que Sei

 Tudo que Sei
(Eder Cardoso)


Sem querer te encontrei
Sem querer te conheci
Sem querer me apaixonei
Sem querer enlouqueci

Tentei fazer parar o tempo
Tentei fazer você feliz
Tente sim, a todo momento
Se eu consegui, é você quem diz

Procurei você nos meus sonhos
Procurei você na minha rua
Procurei você em todo lugar
Procurei sob o sol, até sob a lua

Achei que tinha te perdido
Achei que tinha superado
Achei que tinha me esquecido
Achei... achei errado?

Quanto mais eu esquecia
Muito mais o coração apertava
Quanto mais eu sofria
Muito mais eu me lembrava

Não entendo o que acontece
Não entendo o porquê
Não entendo certas coisas
O destino, o acaso... sei lá o quê

Só sei que nada é por acaso
Só sei que nada sei
Não sei dizer se fui amado
Tudo que sei é que eu amei.

 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A Primeira Vez/Meu Primeiro Amor

Veja que interessante:
Estava fazendo uma pesquisa na internet hoje quando, sem querer, acabei me deparando com um texto meu.
Praticamente "perdido" no tempo, na imensidão da internet.
Era um post que havia feito em um Forum da internet.

De certa forma, esse pequeno post tem um gosto especial, pois é um texto cheio de humor, embora se trate de um assunto importante pra mim.

Segue a íntegra dele:

Tudo começou há muito tempo, desde minha adolescência (e como todos os garotos da minha época) eu já era doido pra ter uma "tétéia" só pra mim!

É claro que, ainda nessa época, eu já havia curtido por aí com amigos, mas na minha primeira experiência eu estava junto com mais 3 amigos... hehe foi uma baita bagunça. 
Fiquei nervoso, tinha uns 16, 17 anos, pensei que não ia conseguir, não sabia ao certo que posição ficar... as pernas não encaixavam e, pra complicar, estavam levemente trêmulas. E o medo de não dar conta do recado??  
É, dizem que a primeira vez a gente nunca esquece! De fato, me lembro daquela farra até hoje, nos fundos do galpão da empresa de tratamento de água onde a gente trabalhava. Eu, eles e a Trudinha.
Haha... lembranças... e como foi escondido então, putzz!! Tudo na maior adrenalina. Aí sim fica marcado pra sempre!
Bom, no início foi difícil mas como tudo na vida, você vai melhorando conforme a prática. E comigo não foi diferente. 
Nas conversas com amigos, a gente sempre "trocava figurinhas", contando como se faz, etc. Nem vou entrar em detalhes pq vc sabe, um sempre quer contar vantagem sobre o outro, "eu sou o fodão", etc e tal...
Mas lhe garanto que não fiz feio. Dei conta do recado!
Bom.... para encurtar minha história, vou partir para o ano de 2004, mais precisamente no mês de Abril.
Lembro-me como se fosse hoje, dia 20 de Abril, por volta das 17:30 horas. 
Nesse dia eu a conheci e me apaixonei. Parecia que eu estava a vida toda esperando por aquele momento, meu coração batia forte, em ritmo alucinante enquanto as pupilas se dilatavam ao vê-la, tamanha excitação!
Uma morena maravilhosa estava ali à minha frente. Curvas generosas esperavam por mim. 
E por falar nisso.... que traseira!! Coisa linda! E o melhor? Haha...Tudo isso pra mim!!!
Foi Amor à primeira vista! De lá pra cá, passamos mais de 3 anos num relacionamento fiel, espontâneo e muito agradável. Viajamos bastante, fizemos várias e várias loucuras! Havia dias que, sem ter nada pra fazer, éramos só nos dois e a estrada.... nada mais.
Entretanto, o mundo dá voltas, as pessoas mudam, as situações mudam e nem tudo corre na mesma direção. Parecia que nosso ciclo havia chegado ao fim. Nossa separação estava próxima. 
No começo fui contra, mas analizando friamente a questão, vi que o melhor a fazer era acabar logo com isso. Nem sempre dar um passo para frente é uma coisa positiva (lembra da parábola do homem na beira do precipício?) mas também, tampouco um passo para trás signifique algo negativo.

Enfim, nossa história acabou. Hoje mal assinei os documentos e já a vi partir com outro cara...
Triste, mas eu sei que Deus está olhando por mim e mantém um plano muito bom que eu hei de alcançar.
Este pequeno passo para trás, é apenas pra tomar impulso pra chegar mais longe!!!

Hoje, vendi minha moto. Uma Twister Preta 2004.... minha parceira de tantos passeios, viagens e rolês. 

Valeu, parceira!!!
Valeu cada kilometro.
Essa foi minha primeira moto. Twister Preta-04
---x---

Me desculpem pelo texto longo, mas queria fazer algum tipo de homenagem pelo grande aprendizado que tive nesses 3 anos, sem nenhuma queda com ela, ou qualquer problema mecânico que me deixasse na mão. Enfim, sempre sonhei ter uma twister, batalhei pra caramba.... fiz consórcio, paguei as 36 parcelas sem sucesso nos sorteios (hahha... sortudo eu hein?), e só então pude desfrutar de toda emoção e liberdade que uma moto pode proporcionar. Foram 3 anos bem vividos. Hoje tenho novas prioridades e a moto fica para 2º, 3º plano. Mas quem sabe meu impulso seja grande o suficiente pra montar numa moto maior, uma CB500 ou uma Bandit??

Sonhar nao custa nada... tentar também não.


É isso. Valeu moçada.

[ ]'s
EddyMaxx

Em tempo: Desde o começo do texto estou me referindo à moto ou à vontade de pilotar. 
E a Trudinha era uma CG -Today vermelha de um amigo. Foi nela que dei minhas primeiras aceleradas em cima de uma moto.
Haha.. não confundam!!

E lembrem-se: "A malícia está nos olhos de quem vê!"
rsrs
 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Palavras...

"Me encanta gente que é capaz de entender que o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça aquilo que não sai do coração."

Mário Benedetti